O Ginkgo Biloba é uma árvore que data de cerca de 200 milhões de anos. Uma das mais antigas que existe que cresce principalmente na China, embora também seja cultivada na América do Norte e Europa. Há milhares de anos vem sendo utilizada a medicina popular chinesa como tônico cerebral e contra a asma, sendo na atualidade a planta medicinal mais vendida no mundo ocidental.
Sua composição é complexa e parcialmente conhecida contendo 24% de Flavonóides e 6% de Terpenóides, sendo estes seus principais componentes do ponto de vista farmacológico.
A atividade terapêutica do Ginkgo biloba (Gb) parece dever-se, principalmente, a sua ação antioxidante e anticoagulante plaquetária. Os Ginkgólicos agem como antagonistas do fator de agregação plaquetária (PAF), fator biológico que induz a agregação plaquetária, a desgranulação e a produção de radicais de oxigênio por parte dos neutrófilos.
Existem, portanto, numerosos efeitos farmacológicos associados ao Ginkgo biloba, entre eles: Facilitador do fluxo sangüíneo arterial, cerebral e periférico. Ativador do metabolismo neuronal. Redutor da hiperagregabilidade de plaquetas e eritrócitos. Protetor da rede capilar, aumentando sua resistência e diminuindo sua hiperpermeabilidade. Protetor da integridade estrutural das membranas celulares contra ataque de radicais livres. Assim como, efeitos antiinfecciosos.
Um recente estudo demonstrou que o tratamento com o tratamento com o extrato leva a um aumento na expressão da síntese do óxido nítrico endotelial (eNOS), o que por sua vez aumenta a produção de óxido nítrico in vitro. Neste mesmo estudo foi demonstrado que o extrato foi capaz de promover relaxamento de anéis isolados de aorta de rato e diminuir a pressão sangüínea (Koltermann et al., 2007). Esses efeitos também foram observados clinicamente (Wu et al., 2007).
As aplicações clínicas incluem, ainda, melhora da insuficiência arterial periférica (DeFeuis & Drieu, 2000); indicação para o tratamento de doenças do envelhecimento, incluindo declínio cognitivo e perda da memória de curta duração (DeFeudis, 2002b); indicação para o tratamento de labirintite (DeFeudis & Drieu, 2000; Meyer, 1986); neutralização do déficit cognitivo que segue o estresse ou dano traumático cerebral (DeFeudis & Drieu, 2000).
Quanto a sua segurança, os efeitos adversos associados ao Gb são inicialmente leves, transitórios e reversíveis. Em uma análise com um total de 9772 pacientes, as reações adversas observadas foram: 21 Casos de alterações gastrointestinais, 7 de mal-estar e 6 de vertigem.
Tem sido notificado também alguns casos de hemorragias graves, oculares e cerebrais associadas ao tratamento com Gb. A pesar de não se poder relacionar diretamente, os pacientes melhoraram ao se retirar a administração do extrato.
A respeito de possíveis interações, já que o Gb pode interferir no PAF, existe potencial interação com anticoagulantes e antiagregantes plaquetários. Alguns dos pacientes em tratamento com Gb que apresentaram hemorragias também estavam em tratamento com antiagregantes plaquetários, por isso se recomenda precaução nessas situações.
Existem dados preliminares que apontam o potencial do Gb quanto a aumentar a concentração de insulina, sendo por isso importante pacientes diabéticos monitorarem sua glicemia no início e no término do tratamento com Gb. Existem também alguns indícios de sua capacidade de inibir algumas isoenzimas do citocromo P450, contundo não se tem notificado interações com fármacos que sofrem metabolização a esse nível.
Todos os medicamentos, inclusive os fitoterápicos, devem ser usados com orientação médica.

